Estou muito Feliz, hoje terça feira 26/8 o nosso -de todos- Blog, teve 152 Visitas,
Quarta Feira 26/8... 260, Quinta 27/8... 440... Sexta 28/8... 385
Dá-lhe Marcão... obrigaduuuuuuo, Marcão
Você que gosta das tradições, da cozinha e do Folclore de Portugal entre nesta Prosa. . !
Caro Amigo Marcão,
Já esta no ar a versão de Agosto do Blog Revista Lusofonia - www.revistalusofonia.wordpress.com
Este mês contamos com textos inéditos e de novos colaboradores:
Links diretos para os textos:
Agradeço a divulgação e desejo a todos boa leitura.
João Alves das Neves
Blog: www.joaoalvesdasneves.blogspot.com/
Site: www.pessoano.com.br ou www.revistalusofonia.wordpress.com





CulturaVocalista dos Supertramp actua a solo em Albufeira com a assinatura do "Allgarve" | ||
O vocalista e um dos fundadores dos Supertramp, Roger Hodgson, actua a solo no dia 15 de Agosto na Marina de Albufeira, um concerto promovido pelo programa "Allgarve 2009". Hodgson foi um dos co-fundadores da banda britânica, em 1969, tendo ao longo de 14 anos composto êxitos como "The Logical Song", "Dreamer" ou "Breakfast in America". 17 de Julho de 2009 | 13:37 Notícias RelacionadasRoger Hodgson em Albufeira: Vocalista dos Supertramp actua no Allgarve Music José Cid, Herman José e Abba Gold juntam-se aos concertos do «Allgarve Music» (com vídeo) Allgarve Music: Maria Rita canta dia 5 de Agosto em Albufeira (com vídeo) | ||

por: Sandra nobre
Há quatro vinhos portugueses na selecção dos melhores do ano da revista americana Wine & Spirits. Estes vinhos estão, não só entre os 100 melhores de 2005, como surgem no topo da tabela com pontuações acima dos 90 numa escala de 100 pontos. Os premiados nacionais são Taylor Quinta de Vargellas Vinha Velha 2000 (95 pontos), Quinta do Crasto 2001 Douro Reserva (93), Quinta do Ventozelo 2000 Douro (93) e o vinho verde alvarinho Reguengo de Melgaço 2004 (92). A surpresa só não foi maior porque todos os vinhos premiados já tinham recebido antes vários galardões internacionais.
A escolha dos 100 Melhores Vinhos de 2005 foi feita a partir da prova de 8820 vinhos de todo o mundo. A Wine & Spirits, não sendo a principal revista do sector, tem, no entanto, grande visibilidade no mercado americano, o que para os produtores nacionais é factor determinante. "Não é uma revista 'política' e as provas são bastante isentas", refere Miguel Roquette, director comercial e de marketing da Quinta do Crasto. Sobre os vinhos a revista diz "Estes 100 receberam as nossas mais altas recomendações e são os vinhos que nós acreditamos estarem no topo das respectivas categorias". A revista distinguiu também os produtores Aveleda, Quinta do Castro, Taylor e Quinta do Ventozelo . Para estes "é a confirmação do trabalho desenvolvido na investigação, nas vinhas e nos recursos humanos", sublinha Raul Ribadave, gestor da marca Taylor (que nos EUA e Canadá é referida como Taylor Fladgate).
Quanto a preços, as empresas não prevêm aumentos, mas há repercussões imediatas nas vendas. "Há procura de informação e não conseguimos controlar a especulação no mercado", sublinha Miguel Roquette. No caso da Taylor há apenas 12 garrafas para venda na cave, a Quinta do Ventozelo tem algumas na loja do PortoLugar do Vinho, que é da empresa. Todas podem ser encontradas em lojas especializadas.
Este é o impulso que faltava aos vinhos nacionais. "Portugal não é conhecido como produtor de vinhos, e num mercado tão competitivo este reconhecimento dá-nos visibilidade", diz António Guedes, administrador da Quinta da Aveleda.
O ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Nuno Morais Sarmento, disse ao Estado que há quatro aspectos que deverão entrar na legislação: a possibilidade de filhos de ilegais irem para a escola e receberem cuidados médicos em hospitais públicos; a reunião das famílias quando um dos membros estiver legalizado; a legalização de quem paga impostos e seguridade social; e o reconhecimento de diplomas. Ele não quis indicar uma data para a aprovação da regulamentação.
Sobre os imigrantes brasileiros, Sarmento disse que o governo português quer deixar claro que o país não está de portas abertas para a imigração, apesar do afeto. "Temos de ter a responsabilidade de dizer que tem de haver limites. Porque sem isso criaríamos expectativas que depois frustraríamos, prejudicando a situação de todos", disse o ministro.
Ele também minimizou os problemas que os cerca de 3 mil imigrantes ilegais portugueses que estão no Brasil encontram para obter regularização. "Estamos certos de que as autoridades brasileiras têm o mesmo empenho que nós temos nesse processo."
Carlos Viana, presidente da Casa do Brasil, critica a demora no projeto. "Já se passou mais de um ano e é uma lei que pede necessariamente uma regulamentação. Há uma leitura política para esse atraso". No entanto, poderá haver vantagens no atraso. "Tudo leva a crer que as recomendações do organismo onde as associações de imigrantes têm assento vão ser tidas em conta. É o compromisso que o governo está assumindo publicamente." Yahoo!Noticias
Publicado pela Embaixada de Portugal - Brasília em 27.7.09
Gilberto Gil, Martinho da Vila e Maria Rita integram a forte representação do Brasil nos nove concertos Allgarve Music 2009, que decorrem em vários locais desta região do sul de Portugal, de 29 de Julho a 18 de Agosto.
As câmaras de comércio luso-brasileiras do estado do Ceará (Brasil) querem alargar a sua actividade aos empresários dos oito membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).Tenho o maior prazer em acolhê-lo no “site” da Embaixada de Portugal no Brasil, onde espero que possa obter de forma fácil, acessível e tão completa quanto possível, as informações que respondam às suas dúvidas, tanto sobre Portugal nas suas diferentes vertentes, como no que diz respeito a questões mais práticas, nomeadamente as de natureza consular.
Durante o meu mandato no Brasil procurarei assegurar que este “site” se mantenha actualizado e evolua de forma a proporcionar dados actualizados e novas ligações a outras fontes de informação. Não hesite em contactar-nos para nos dizer de que forma poderíamos cumprir melhor este objectivo e assegurarmos também por esta via uma maior proximidade com os cidadãos em geral e em particular com a comunidade portuguesa radicada no Brasil.
Convido-o igualmente a visitar o “Blogue da Embaixada”, iniciativa inédita da Missão de Portugal no Brasil, que pode ser acedido pela via deste site (ou directamente em “www.embaixada-portugal-brasil.blogspot.com”), onde encontrará mais informações sobre assuntos que, duma ou doutra forma, dizem respeito a Portugal.
Como embaixador de Portugal no Brasil, gostaria ainda de manifestar a minha intenção de manter sempre aberta a porta do diálogo com todos quantos considerem de interesse contactar-me. Poderão fazê-lo directamente através do endereço de correio electrónico “embaixadadeportugal@embaixadadeportugal.org.br”, fax ou carta para o endereço da Embaixada, transmitindo-me sugestões ou observações críticas que considerem adequadas. Todas serão ponderadas com a necessária atenção e procurarei assegurar que sejam sempre respondidas tão rapidamente quanto possível.
Com as minhas muito cordiais saudações,
João Salgueiro
Embaixador de Portugal no Brasil
A língua portuguesa condiciona nosso olhar para o mundo e a forma de expressar essa relação entre nós e os outros.
Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor-Leste são os países que se expressam na língua de Camões, aos quais haverá que juntar a Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China, e pequenos núcleos radicados em Goa, Damão e Diu. Não serão alguns deles nações de cultura lusófona, mas têm, necessariamente, na diversidade cultural própria de cada uma delas, vertentes comuns que advém de séculos de contactos entre elas.
Por estas, e outras razões que se adivinham, os Centros Culturais do Instituto Camões são instrumentos importantes para a circulação da informação cultural ao serviço deste “mundo” culturalmente diverso, mas unido pela língua comum ricamente matizada em cada um dos Estados da CPLP por neologismos e arcaísmos que nos tornam cada vez mais ricos no nosso encontro com o outro.
Em Brasília e no Pólo de São Paulo, nos Consulados de Carreira, Brasil e Portugal têm um palco privilegiado onde o público pode identificar-se com a cultura luso-brasileira, em áreas tão diferentes quanto a música, o teatro, as artes plásticas, a literatura e o artesanato.
Para mais cultura, consulte as páginas do Instituto Camões no Brasil e do Instituto Camões em Portuga
HENRIQUE GALVÃO, ESCRITOR E POLITICO.
por João Alves das Neves
Muito tem sido dito e escrito por e contra o Capitão Henrique Carlos Malta Galvão, que se tornou mundialmente conhecido por haver projetado e comandado, em 1961, o apresamento do navio “Santa Maria”.Celebrado pela ação política que cumpriu contra o regime de António de Oliveira Salazar, o Cap. Galvão passou a combater as falcatruas praticadas pelos apaniguados do regime em Portugal e nas antigas colônias. Sem duvida, foi uma luta desigual e sem tréguas em prol da liberdade no país natal.
Nascido no Barreiro, frente a Lisboa, em 4-2-1895, Henrique Galvão morreu em São Paulo do dia 25-6-1970. O tempo esfuma-se e são cada vez menos os que o apóiam ou odeiam, porque as divergências ideológicas ainda hoje persistem: o comandante do “Santa Liberdade” (como ele designou o navio) não foi aplaudido pelos “abrilistas”, nem dos direitistas nem dos esquerdistas. Mas se o político foi esquecido a sua obra literária pertence para sempre à História da Cultura Portuguesa do século XX.
Evidentemente, há excepções: foi publicado recentemente em Portugal o livro Andanças para a Liberdade (1), de Camilo Mortágua, que relata não só a vida do autor em Portugal e na Venezuela, mas também os preparativos do Cap. Galvão, em Caracas, para desencadear a “Operação Dulcineia”. E os democratas portugueses não podem esquecer os riscos enfrentados pelo capitão insubmisso.
Na última página do seu livro, Camilo Mortágua, descreve fim da “viagem” no Recife e o caminho futuro: “As próximas andanças” hão-de levar-nos de volta a Lisboa e à restauração da Liberdade, “esperando dela, e tão só, todas as recompensas”. E promete completar o relato da aventura iniciada com o “Santa Liberdade”.
Eugénio Montoito salienta, no livro “Henrique Galvão (2)”, “a dissidência de um cadete do 28 de Maio (1927/1952)” quando o jovem militar esteve ligado ao Golpe de Estado de 1926 e à conspiração dos militares (7-2-1927) e, mais tarde, à posição de ideólogo de excelência do colonialismo português”, chegando a seguir à “experiência parlamentar” e aos motivos que o levaram ao afastamento do regime, “através daquela mesma África que tinha originado a união e a convergência política”. No último capítulo do livro, Eugénio Montoito recorda o ingresso do Cap. Galvão na campanha presidencial do Almirante Quintão Meireles, oposicionista, e em outras fases do combate aberto ao regime ditatorial de Salazar.
A “Operação Dulcineia” foi documentada em 7 artigos publicados no jornal “O Estado de S. Paulo” (de 19-2-1961 a 26 do mesmo mês). Antes, porém. Galvão escrevera 2 artigos na revista Anhembi, dirigida pelo jornalista e escritor Paulo Duarte (fev. e março de 1953) sobre a Ditadura salazarista e no jornal A Tribuna, (27-3-1960), mas a aventura do Santa Maria apareceu em numerosos jornais e revistas de vários países, embora O Estado de S. Paulo tenha sido a barricada mais firme deste novo período de luta ao fascismo português (o tiroteio alargou-se por mais de 40 artigos, além de outra quinzena de textos acerca da fauna e de certos aspectos da vida africana (o último artigo saiu, em 16-10-1966).
A bibliografia de Henrique Galvão é extensíssima e abrange mais de 20 volumes, entre ensaios de caráter científico e de ficção e teatro (incluindo a poesia de Grades Serradas), a-par de quatro dezenas de livros que o biógrafo Eugenio Montoito considerou de “intervenção política e administração colonial” (5 em torno do governo salazarista). Foi ainda tradutor de 8 peças de Eugénio O’Neill e mais duas de Lionel Shapiro e Jean de La Varande, a-par de um livro de Pierre Goemar. E prefaciou igualmente a edição portuguesa das Obras Poéticas de Manuel Bandeira.
O nosso primeiro contacto pessoal com o Cap. Henrique Carlos Malta Galvão ocorreu durante a visita que ele fez ao jornal O Estado de S. Paulo. Certo dia, o Capitão ficou doente e avisamos o Dr. Júlio de Mesquita Filho, diretor de O Estado de S. Paulo, que mandou marcar uma consulta com o médico do jornal. O clínico recomendou que fosse hospitalizado – e pediram-nos que o acompanhássemos à Clínica Bela Vista, em São Paulo, onde ele ficou internado por quase 4 anos. Raros amigos o visitavam e pediram-nos que informasse a Direção do jornal. Quando os médicos acharam que a doença do Capitão era irreversível, foi solicitada a intervenção do Governo de Lisboa para que ele pudesse voltar a Portugal. A resposta foi implacável – o regime comprometia-se a pagar a clínica, mas regressar, não! E no dia 25 de Junho de 1970, Henrique Carlos deixou-nos. Ao velório compareceram 9 pessoas, entre os quais o Dr. Ruy de Mesquita, atual diretor de O Estado de S.Paulo – e apenas 6 portugueses o acompanharam ao cemitério paulistano de Vila Nova Cachoeirinha. Posteriormente, quando fomos a Lisboa recebemos a derradeira tarefa:levar o dinheiro que ele deixara – pouco mais de 3 mil cruzeiros! – e entregá-lo à viúva, D. Maria de Lourdes Galvão.
Somente em 10 de Novembro de 1991 os restos mortais do Cap. Henrique Galvão foram trasladados para um mausoléu do Cemitério dos Prazeres, graças às diligências do Diretor de O Estado de S. Paulo, Dr. José Maria Homem de Montes, que declarou em Lisboa: “Hoje, o Estado Português presta a Henrique Galvão a homenagem no círculo dos que souberam ousar e não se conformar.”

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